Segunda-feira, 26 de Maio de 2008
Se ainda tivesse dúvidas sobre quem é o melhor candidato à liderança do PSD, elas teriam sido clarificadas nos últimos dias. Repito o que escrevi aqui: «não sou economista e por isso não me sinto particularmente capaz de opinar com segurança sobre a bondade da proposta de Passos Coelho [relativa à redução do ISP]». Isto dito, independentemente da bondade da proposta, o que constato uma vez mais é que é Pedro Passos Coelho quem apresenta propostas específicas para procurar resolver, ou atenuar, os problemas concretos dos portugueses. É Passos Coelho quem introduz propostas para alimentar o debate. Naturalmente, no diálogo que se segue, podemos discutir a validade dos seus argumentos. Mas sem argumentos não há debate. Não há clarificação.
A não ser que se prefira as respostas credíveis de Manuela Ferreira Leite?
Pedro Passos Coelho também poderia limitar-se a dizer que está «preocupado» e que as soluções são «complexas», sem nunca avançar com o mais leve indício sobre como pensa resolver os problemas. É isso que se quer?
Eu não quero, seguramente.
De
TAF a 26 de Maio de 2008 às 15:45
Exactamente, Paulo! Até alguns "liberais" querem aparentemente respostas já definitivas, "credíveis", sem se sujeitarem a contraditório. O velho estilo de entregar o poder a quem sabe, porque o povo precisa de bons encarregados de educação. :-)
Nem mais. Sem debate não vejo outra forma de escrutinar propostas -- porventura, aperfeiçoá-las ou eliminá-las -- antes da sua implementação. Mas isto, se calhar, é problema meu...
De Anónimo a 26 de Maio de 2008 às 16:15
Pouco importa que tenha mostrado ignorância sobre o IVA. Até Santana Lopes sabia!
Mostrou ignorância? Olhe que está enganado. Mas, claro, Manuela Ferreira Leite não corre esse perigo...
De Ana a 26 de Maio de 2008 às 16:19
Concordo em absoluto com o que escreveu. Aliás, nos últimos dias o que se tem constatado é que apenas Passos Coelho apresenta matérias para debate. Se o "debate" televisivo não funcionou, não foi apenas por culpa da "moderadora"mas, fundamentalmente, pela ausência de propostas e projectos que consubstanciassem matéria para um verdadeiro debate. Passos Coelho foi o único dos intervenientes que se encontrava preparado para debater e clarificar. Depois, ainda falam em impreparação e inexperiência ... O "ruído" não incomoda e, assim, vai chegando a hora do encontro com o Futuro.
Força para todos vós! Um abraço , ana.
Só pelo facto da grande coragem que demonstrou ter ao fazer as afirmações que fez sobre a redução do ISP (tema polémico e delicado), em véspera de eleições, mostra que é um político com convicção (contrariamente ao que MRS referiu; nem todo o político está na disposição de atravessar o rio Tejo para ganhar eleições), capaz de defender os seus pontos de vista com a firmeza necessária, mantendo os níveis da emotividade sob controlo, como convem a um político consciente do seu estatuto, mesmo sabendo que os seus adversários viriam a utilizar esse facto para tentar inverter o sentido de voto dos militantes que, neste momento, apontam as espingardas na sua direcção.
É, portanto, um candidato com legitimidade para vencer aos olhos do eleitorado português que apostou na mudança e que exige a sua continuidade.
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