Quarta-feira, 21 de Maio de 2008
Mais do que um presidente, elegerei um líder, já que o candidato da minha preferência detém todas as características que preconizo para o comando de um barco em riscos de naufrágio (...): inteligência, militância sem olhar a lugares (...), humildade (...) e elevação. Detenho-me um pouco mais sobre este ponto último, para sublinhar o quão digna tem sido a campanha de Pedro Passos Coelho que a desconsiderações sobre a sua idade e sobre a sua alegada inexperiência tem reagido com moderação e cavalheirismo e que tem sempre uma palavra de respeito por todo e qualquer adversário ou apoiante de outra candidatura.
(...)
Em 1991, ouvi uma entrevista a Pedro Passos Coelho, em que este dizia que é preciso explicar às pessoas o que se quer fazer com o seu voto antes de lho pedir. Entendo que, em 2008, é exactamente isso que tem feito, e bem.
Nem parece o mesmo gonçalo capitão das eleições para a académica. Se nessas eleições, defendia, com os seus pares, que a académica não podia ser liderada por alguém com a idade e a experiência do opositor à lista de capitão, apraz registar que em poucos meses, reconheceu o seu erro. Ou então, é mera diferença de ponderabilidades. De certeza que Capitão, como tantos outros, considera que as exigências de experiência e de idade de quem lidera um partido político (e um partido capaz de governar o país) são, de certeza, menores do que as mesmas exigências para liderar um mero clube de futebol. Afinal de contas, o país só quer saber de bola e não se pode ter alguém inexperiente a liderar um clube de futebol. Já o país, não há problema nenhum.
Comentar post