Sábado, 3 de Maio de 2008
"Esta candidatura é antes de mais um projecto de abertura: abertura aos militantes do PSD, e abertura aos portugueses. A mudança que pretendo protagonizar no PSD e no País só terá sucesso se for debatida, participada, e apropriada por todos. Faço uma aposta na Internet como meio fundamental de comunicação, não por tique de modernidade, mas porque sei que os internautas são muito mais do que meros consumidores passivos de informação. Conto com a sua participação viva e activa neste debate nacional que agora se abre no PSD. Num momento em que Portugal está assolado pela desesperança e pela descrença, só a energia e o inconformismo cidadão podem inverter este estado de coisas. Por isso, concordante ou discordante, sei que a sua contribuição será preciosa.""A melhor união é a que se faz na diversidade. Por isso não quero a união pela união, nem a aceito como um fim em si mesmo. (...) A promoção do debate de ideias e do confronto de pontos de vista é o mais seguro caminho para consolidar opções."Pedro Passos Coelho, aqui e aqui.----Pois bem, não há melhor altura do que esta, vamos a isso. De facto, muito mais do que a posição do candidato sobre tudo e mais alguma coisa, o importante é mesmo o processo de formação de posições do partido que ele vai implantar. Não faltam temas para debater. Por exemplo a Regionalização (já aqui sublinhei os cuidados a ter com as definições).Parece-me claro da entrevista ao JN que PPC não tem uma solução completa pronta para tirar da cartola. Ainda bem. O que eu não queria era uma Regionalização "à Vital Moreira", imposta pelo Poder Central. Eu começaria dentro do PSD a avançar em direcção a uma gestão mais sensata do território, pela fusão/integração de autarquias, pelo menos aquelas onde o PSD está no poder. E em paralelo lançava um debate aberto, sistemático e rigoroso, sobre as implicações dos vários modelos alternativos de "Regionalização", seja lá qual for a definição desse termo. Se PPC viesse propor uma versão qualquer já definitiva, sem ter sido elaborada de forma participativa, isso seria (pelo menos para mim) um ponto negativo na sua candidatura. O partido não é uma propriedade do líder, é uma construção colectiva.Mas se temas não faltam, propostas concretas dos militantes e da sociedade civil é que se calhar não são assim tantas. Demos o exemplo. ;-)