Discute-se nos
comentários a um post no Blasfémias se PPC defende isto e aquilo, se vai ter força para levar avante não-sei-o-quê, se ele é ou não é seja-lá-o-que-for. Não quero repetir o que lá está escrito, o melhor é ir lá ler porque a reflexão vale a pena.
Deixo contudo duas notas a propósito.
1) A polémica que se tinha passado com o posicionamento Direita/Esquerda repete-se agora com Regionalista/Não-Regionalista. Eu não me consigo entender nesta discussão sem perceber ao certo
o que é que cada pessoa tem como pressuposto ao usar um destes termos. Um exemplo:
esta minha opinião sobre a Regionalização é a de um Regionalista ou a de um Não-Regionalista? É que eu não sei, apesar de a posição me parecer bem clara...
2) O líder do PSD não é a fonte única e omnisciente das posições do partido. Pelo contrário, o seu principal papel é promover a reflexão e o debate para obter conclusões claras que levem a um projecto sólido. Se há
princípios estruturais que sejam eles próprios definidores do que é a candidatura à liderança (os
valores mas
não só), esses devem naturalmente ser explicitados desde já. Mas os outros, aqueles sobre os quais ainda não há conclusões internas, podem e devem ser deixados em aberto até que se complete um processo saudável (que se quer
aberto) de formação da posição do partido.
Confiemos em nós, que é a melhor maneira de apoiarmos o líder.
De anti-comuna a 3 de Maio de 2008 às 16:41
Caro TAF, gostava de partilhar o seu optimismo. Mas julgo que Vc. está a elaborar no famoso wishfull thinking.
"Ah, e mais uma nota rápida: muito mais do que a posição do candidato sobre tudo e mais alguma coisa, o importante é mesmo o processo de formação de posições do partido que ele vai implantar."
E como ele o vai implantar? Com uns Estados Gerais à Guterres? Umas Novas Fronteiras através da blogosfera? Uma linha verde directamente para o gabinete dele? ;-)
Eu concordo consigo que ele não tem posição nenhuma em relação à Regionalização. Nem em relação à Regionalização nem aos principais problemas do país. Esse é que é o problema dele. O que isto revela mais sobre o tipo de político que estamos em presença. Superficial, com muita embalagem e marketing político, redondo e pouco mais. Pelo menos fala em Liberdade. O que é um grande avanço mas fora isso pouco mais.
Vamos ver. Oxalá eu esteja enganado. ;-)
De
TAF a 3 de Maio de 2008 às 17:47
Não se trata de optimismo nem de wishful thinking. Trata-se se ter consciência de que há muita coisa que não está (nem podia estar) definida neste momento, por parte de nenhum dos candidatos. O partido não é uma propriedade do líder, é uma construção colectiva. E quanto mais envolvimento de todos tiver, melhor. Dos candidatos, quem melhor do que PPC proporcionará isso?
PPC foi até agora, pouco ou muito, aquele que mais se atravessou, como escreveu o Vasco Campilho, quanto ao rumo que propõe. (Leia-se por exemplo a entrevista de MFL ao Expresso, hoje.) Os outros têm, em alguns aspectos, mais experiência. Mas se eu não gostar da obra feita, devo escolhê-los? Ou devo apostar na oportunidade de mudança?
Quanto ao processo de formação das posições do partido, quer dar sugestões melhores do que as alternativas que já são conhecidas? Estamos sempre a tempo de melhorar as nossas práticas. ;-)
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