Discute-se nos
comentários a um post no Blasfémias se PPC defende isto e aquilo, se vai ter força para levar avante não-sei-o-quê, se ele é ou não é seja-lá-o-que-for. Não quero repetir o que lá está escrito, o melhor é ir lá ler porque a reflexão vale a pena.
Deixo contudo duas notas a propósito.
1) A polémica que se tinha passado com o posicionamento Direita/Esquerda repete-se agora com Regionalista/Não-Regionalista. Eu não me consigo entender nesta discussão sem perceber ao certo
o que é que cada pessoa tem como pressuposto ao usar um destes termos. Um exemplo:
esta minha opinião sobre a Regionalização é a de um Regionalista ou a de um Não-Regionalista? É que eu não sei, apesar de a posição me parecer bem clara...
2) O líder do PSD não é a fonte única e omnisciente das posições do partido. Pelo contrário, o seu principal papel é promover a reflexão e o debate para obter conclusões claras que levem a um projecto sólido. Se há
princípios estruturais que sejam eles próprios definidores do que é a candidatura à liderança (os
valores mas
não só), esses devem naturalmente ser explicitados desde já. Mas os outros, aqueles sobre os quais ainda não há conclusões internas, podem e devem ser deixados em aberto até que se complete um processo saudável (que se quer
aberto) de formação da posição do partido.
Confiemos em nós, que é a melhor maneira de apoiarmos o líder.
Caro TAF,
Francamente eu prefiro a Regionalização por fusão de autarquias, tipo modelo dinamarquês, ao modelo tradicional das 5 regiões. Penso que PPC e sobretudo MRelvas também defenderão isso, por que faz mais sentido e é mais sensato. O modetlo das 5 regiões em Portugal, já tem 40 anos ! Actualmente, em qualquer actividade, um modelo que se aplique 5 anos depois de ser concebido, já está desactualizado. Insistir no modelo das 5 regiões é uma atraso tipicamente nacional...
Mas mais importante do que esta questão são efectivamente as dúvidas que o anti-comuna levanta. PPC e MRelvas por muito que sejam regionalistas ou até alinhem nas nossas alternativas de fusão de autarquias, demonstram desde demasiado cedo fraqueza nas convicções. Esta aparente adesão às teses liberais e regionalistas, parece mais um fenomeno de aproveitamento político do que vontade concreta. E do liberalismo seria bom que se percebesse se é mesmo diferente do Neo-liberalismo do PS que acaba por ser uma social-democracia ao serviços dos grandes interesses e das «máfias». A minha suspeita é que não.
Resumindo. A melhor prova de que o caminho certo é PSLopes ou AJJardim, é a hostilidade, medo, pânico que provocam no status quo vigente. Se este grita é porque o ameaça. Não vale a pena perder mais tempo.
Abraços.
De
TAF a 3 de Maio de 2008 às 15:32
Caro José Silva
O meu primeiro critério de escolha é o projecto que cada um dos candidatos apresenta, só depois vou analisar as características pessoais. Posto isto:
1- Não se conhece qual o projecto de MFL nem qual o de PSL. O facto de não se terem dado ao trabalho de explicar é um péssimo sinal.
2- Conhecem-se alguns traços do que PPC pretende fazer, e eu concordo com grande parte deles.
3- Sabe-se que PPC defende um modelo de participação dos militantes e da sociedade civil que nunca ouvi nenhum dos outros defender (isto, só por si, é um fortíssimo argumento a favor de PPC).
4- Em termos de imagem e de capacidade de mobilização de uma população adormecida, PPC é melhor pois representa um corte claro com o passado, ao contrário dos outros.
5- PPC tem uma postura sem agressividade, mas ao mesmo tempo firme. Para gente agressiva, e que portanto destrói a possibilidade de colaboração produtiva entre sensibilidades diferentes, já nos basta Rui Rio aqui no Porto... ;-)
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