Sexta-feira, 23 de Maio de 2008

Voto livre

José Pacheco Pereira tem dúvidas se haverá voto livre nestas eleições (ver Diário Económico, 23.5.2008: 45). Aparentemente, e de acordo com o seu raciocínio, só há uma forma de verificar. Se ganhar Manuela Ferreira Leite houve voto livre. Se triunfar Pedro Passos Coelho não houve voto livre. Curioso, não é?

.

Depois temos os sindicatos de voto. Por razões que desconheço parece que estão todos concentrados numa candidatura. Juro que gostava de saber como é que as restantes candidaturas conseguem a proeza fantástica de manter-se imunes. Algum antibiótico novo que acabou de ser lançado no mercado, de certeza absoluta.

.

Se existem suspeições de irregularidades, e eu admito que as haja, naturalmente, pergunto-me por que motivo essas suspeições não são colocadas nos órgãos próprios do PSD? Alguém tem medo de colocar a questão na sede própria?

publicado por Paulo Gorjão às 14:59
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6 comentários:
De Anónimo a 23 de Maio de 2008 às 15:45
Já agora em nome de que voto livre foi Passos Coelho ao beija-mão de Jardim? E o que é que entusiasma Marco António ou Carlos Carreiras? E Menezes porque será que apoia Passos Coelho? É pelas ideias? A maior falsificação da candidatura de Passos Coelho é pensar que encheu com as ideias quando encheu pelos apoios envenenados que o suam como personagem útil para manter tudo na mesma. Talvez por isso tão pouco fale dos problemas do partido, tanto silêncio sobre o passado. tanto compromisso pelo silêncio.
De Paulo Gorjão a 23 de Maio de 2008 às 15:54
Quem é apoiado por Helena Lopes da Costa? E por António Preto? Já viu algum candidato rejeitar algum apoio? Seja sério.
De Pedro Pimpão a 23 de Maio de 2008 às 16:03
Parece-me que a questão dos apoios não pode ser a questão central, uma vez que seja qual for o candidato que ganhar, vai ter que lidar com todas as estruturas dos partido e seus representantes, bem como, vai ter que contar com cada um dos militantes do partido para que possamos, em conjunto, mudar Portugal. Todos no PSD são poucos para "abraçar" os próximos embates eleitorais, daí que os candidatos não devam hostilizar ninguém nem, muito menos, negar apoios daqueles que se identificam com as suas ideias e as suas candidaturas.
De Paulo Gorjão a 23 de Maio de 2008 às 16:06
Mas é claro que a questão dos apoios não deve ser central. Se outra razão não existisse, ninguém sai incólume de jogos de lama. Há quem persista em querer afastar estas eleições do essencial: propostas, projectos, rumo, etc. Isso, sim, interessa aos militantes e aos portugueses, em geral.
De Pedro Pimpão a 23 de Maio de 2008 às 16:22
Concordo consigo Paulo. Daí que, a bem do partido e do país, estas eleições não podem ficar marcadas como mais uma oportunidade perdida. Temos que aproveitar este momento para dar um sinal aos portugueses de que podem voltar a confiar a nós, daí que eu entenda que só com ideias novas e um projecto diferente possamos alcançar tal desiderato.
De Fernanda Valente a 23 de Maio de 2008 às 18:53
Devo confessar que ontem preferi acompanhar o comício do Viriato Palhares, declinando assistir em primeira mão ao programa "Quadratura do Circulo", onde abertamente foi abordada a questão dos sindicatos de voto.
Mas vi hoje o programa, e acabei por ficar ainda mais confusa do que já estava, quanto à pertinência da expressão "sindicatos de voto", da autoria de JPP, no contexto, digamos, da especialidade no que diz respeito ao acto eleitoral em curso no PSD.
Vamos a ver se compreendo: PPC está a ser apoiado pelo aparelho do partido, ou seja, os sindicatos de voto que se reuniram à volta da sua candidatura com o objectivo de influenciar o sentido de voto dos militantes de base. Mas esse «modus faciendi» não é próprio das elites do partido? E as elites do partido não estão com MFL?
Há muito nervosismo para os lados da Rua de São Caetano à Lapa, e engenho e arte q.b., são os meios de que alguns políticos se servem para atingir os insondáveis fins de determinadas correntes de opinião que, decididamente, nunca irão passar disso mesmo, mesmo no caso em que MFL venha a ser eleita.
Só teremos que assistir a mais congressos e a mais eleições directas até o PSD encontrar o seu rumo certo.
Termino, parafraseando o Viriato Palhares:
- mas novas eleições directas é bom também...!?

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