Terça-feira, 29 de Abril de 2008

Valores da Candidatura

Carta de valores apresentada hoje por Pedro Passos Coelho:

1. Pessoa – Defendo o indivíduo na plena posse dos seus direitos e deveres, marca essencial da matriz social democrata. Rejeito os “ismos” que, em nome de ideologias, sacrificam as pessoas e promovem a existência de uma burocracia sem rosto. Esta candidatura tem por referência a pessoa com as suas capacidades e anseios, mas também com as suas limitações e com as suas necessidades.



2. Liberdade –A liberdade é o valor que nos une e de que não abdicamos em nome de qualquer interesse de ocasião. Quero uma liberdade responsável, onde cada um possa viver com a consequência das suas decisões. Esta candidatura vai falar de liberdade, com liberdade. Quero mais liberdade no espaço público, mais liberdade na actividade económica, mais liberdade na vida privada, mais liberdade no exercício pleno da cidadania. A liberdade não se garante pela mera proclamação. A liberdade constrói-se, dia a dia, num processo de conquista permanente em que o PSD deverá empenhar-se cada vez mais.



3. Verdade – Falaremos verdade, pois só assim é possível acreditar que, todos juntos, podemos resolver os graves problemas do País. Recuso a política das meias palavras determinadas pela mera vontade de somar votos ou pelas conveniências da conjuntura. A verdade é para mim um imperativo ético e um compromisso de honra. Esta é uma candidatura de verdade. Não desisto dos objectivos, não vacilo na determinação e não escamoteio as dificuldades. Só um compromisso com a verdade legítima a acção política. Em democracia, uma escolha falseada é uma escolha ferida de morte.



4. Confiança – Assumo a determinação de restituir a confiança aos portugueses. A confiança no PSD e a confiança no exercício da política colocada ao serviço do cidadão e da cidadania. Quero um PSD credível para voltar a merecer a confiança dos portugueses. Para isso assumo a exigência de reconstruir a base programática da social democracia, de restituir ao PSD um rumo claro e ajustado à sociedade dos nossos dias, reflectindo os anseios e as ambições das novas gerações.



5. Esperança – Esta é uma candidatura de esperança. Quero um Portugal renovado; recuso um Portugal adiado e entregue à desilusão. A esperança é o pilar da minha determinação. Não me conformo com fatalismos, nem aceito o comodismo da mediocridade. Acredito nos portugueses, na sua criatividade, na sua capacidade de criar riqueza, no seu imenso potencial de construir uma sociedade mais justa e mais solidária. A esperança é possível. Os portugueses precisam que lha devolvamos.



6. Mudança – Há momentos em que é preciso assumir a coragem de mudar. Acredito convictamente numa mudança que tenha a marca da evolução. Proponho desde logo uma mudança profunda no PSD. E ambiciono uma nova evolução para Portugal, restituindo a esperança aos portugueses. Sei o que representa mudar. Quero que o PSD se reencontre com o melhor de si próprio, com a sua história e com o seu enorme potencial futuro. Só então o PSD poderá ser capaz de construir e de apresentar um projecto estratégico para Portugal. O PSD conduziu as principais transformações que possibilitaram a consolidação do Portugal democrático. É hora de o PSD construir uma nova ambição para Portugal, uma ambição em que os portugueses se possam rever e acreditar.



7. União – Esta candidatura acredita na união de propósitos, não acredita no unanimismo de conveniências. A melhor união é a que se faz na diversidade. Por isso não quero a união pela união, nem a aceito como um fim em si mesmo. A união deve ser conjugada com o princípio da responsabilidade institucional, não deve ser um factor limitativo do pluralismo. A promoção do debate de ideias e do confronto de pontos de vista é o mais seguro caminho para consolidar opções. Defendo a necessidade de união dos militantes do PSD no propósito de construir um projecto transformador para Portugal.



8. Mérito – Esta candidatura acredita no mérito, como afirmação autónoma de qualidade. Desejo um PSD que promova a excelência dentro de si próprio, pautando-se por princípios de abertura e de sintonia com a sociedade civil. Valorizo a iniciativa individual, a iniciativa dos agentes económicos e das organizações sociais, que na diversidade da sua riqueza estruturam e consolidam a sociedade portuguesa. Esta candidatura é a expressão de uma iniciativa individual, sem temer dificuldades e sem quaisquer garantias prévias de adesão. Por isso dou valor ao empreendedorismo e à capacidade de iniciativa dos portugueses. Acredito que a criatividade individual é o mais potente motor do progresso comum. Será minha prioridade criar condições que potenciem a energia criativa de todos e cada um de nós.


9. Autoridade - Defendo que o exercício do poder democrático deve ser claro e determinado na defesa do bem comum. Rejeito, sem hesitar, todo e qualquer autoritarismo, mas considero que a democracia e a liberdade não podem sobreviver sem uma justiça que o seja de pleno e sem o respaldo de uma autoridade legítima e respeitada. É meu propósito reconstruir essa autoridade legítima e respeitada do Estado, sem tibiezas nem complexos.


10. Oportunidade – Ambiciono que Portugal seja uma terra de justas oportunidades para todos. O PSD vai criar condições para que a diversidade e a igualdade de oportunidades sejam uma realidade e não meras declarações de intenções. A diversidade de oportunidades é essencial para a realização das aspirações de cada um. É o ponto de partida para o aproveitamento colectivo dos benefícios da iniciativa individual. Uma oportunidade disponível é um passo para uma realização pessoal e ninguém pode ser impedido de a concretizar. Entendo que na diversidade de escolhas se constrói uma sociedade mais coesa, mais tolerante, mais livre, mais plural, mais responsável.
publicado por O futuro é agora às 19:58
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8 comentários:
De Anónimo a 29 de Abril de 2008 às 22:40
"a verdade legitima a acção política", não "legítima".
De Francisco Nunes a 30 de Abril de 2008 às 01:19
Gostei dos princípios que enunciou. Não sou militante do PSD pelo que só poderei votar em si daqui por um ano e alguns meses. Fá-lo-ei se me convencer que conhece o caminho que poderá tornar realidade os princípios que tão claramente afirma e se, claro está! vencer as eleições no seu partido.

Votos de sucesso, Francisco Nunes
De António a 30 de Abril de 2008 às 10:39
Avance. Tudo tem que mudar - esperemos é que não fique tudo na mesma.
De Selim a 1 de Maio de 2008 às 12:45
A sua partitura eleitoral parece inatacavel, mas diga là qual o raio de aplicação?Dentro das nossas fronteiras?Fora? Para o caso de não ter percebido bem o que é para si um Português? Aderimos à Europa e rumamos para África porquê? O que "promete" para impedir o quíntuplo , já garantido, de imigrantes, em todas as situações que já cá temos?
De amigo do maradona a 1 de Maio de 2008 às 23:13
7. União – Esta candidatura acredita na união de propósitos, não acredita no unanimismo de conveniências. A melhor união é a que se faz na diversidade. Por isso não quero a união pela união, nem a aceito como um fim em si mesmo. A união deve ser conjugada com o princípio da responsabilidade institucional, não deve ser um factor limitativo do pluralismo. A promoção do debate de ideias e do confronto de pontos de vista é o mais seguro caminho para consolidar opções. Defendo a necessidade de união dos militantes do PSD no propósito de construir um projecto transformador para Portugal.

o stora, veja lá se isto está bem assim...
De Dark Helmet a 2 de Maio de 2008 às 10:57
E então?

As cartas de valores serviram, e pelos vistos servirão sempre, para debitar algumas frases bonitas com as quais todas as pessoas concordam! É isso, e apenas isso, que as caracteriza... v.g.:

"Ambiciono que Portugal seja uma terra de justas oportunidades para todos". Um pouco americanizado, não?

"Defendo que o exercício do poder democrático deve ser claro e determinado na defesa do bem comum". Acho que esta vem no dicionário...

"Esta candidatura acredita na união de propósitos, não acredita no unanimismo de conveniências. A melhor união é a que se faz na diversidade". Afirmação de circunstância, completamente enquadrável no actual contexto da agremiação.

Todo o ponto 6 mas, particularmente, "Sei o que representa mudar". O que contribuiu para mudar até hoje!?

"A esperança é o pilar da minha determinação". E...?

"Assumo a determinação de restituir a confiança aos portugueses." Assente no pilar da esperança de que as coisas mudem, certamente...

Divulguem ideias, programas e, acima de tudo, medidas concretas. Este texto, ao nível de conteúdos, é dificilmente atacável, mas isso não é, necessariamente, meritório...


De elle a 3 de Maio de 2008 às 00:00
«ambiciono uma nova evolução para Portugal»: qual?

«O PSD vai criar condições para que..»: como?

"mais liberdade/oportunidade", "mais Estado": não vejo grande "mudança" aí.
De Nuno A. a 3 de Maio de 2008 às 09:05
Este blog é legitimo? É que apesar de tudo, tenho no Pedro Passos Coelho uma pessoa culta e inteligente e custa-me aceitar que ele tenha dado o seu aval por exemplo ao inenarrável número 7 do seus "Valores de Candidatura". Quem escreveu isso? Um gerador automático de palavras para fazer frases sem sentido?

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