Segunda-feira, 28 de Abril de 2008

Hoje no 24 horas

O futuro é agora. 



Portugal está a entrar no sétimo ano de uma crise sem fim à vista. O desemprego aumenta, o poder de compra das famílias diminui, e as contas do Estado só se vão equilibrando à custa de uma pressão fiscal asfixiante. Portugal converge a todo o vapor com o fundo da tabela europeia. E cada vez é mais certo


E no entanto... no entanto, há excelentes exemplos de sucesso made in Portugal. Empresas portuguesas capazes de vender os seus produtos para o Mundo inteiro, marcas portuguesas que se impõem como referenciais de qualidade internacional, profissionais portugueses que brilham nas multinacionais que os empregam.


Não tenho dúvidas de que é possível vencer a crise. Não nos falta nem inteligência, nem determinação, nem capacidade de trabalho. Da minha experiência como político e como gestor, concluí que a Portugal e aos portugueses falta sobretudo mais capacidade de passar das palavras aos actos.


Se queremos ultrapassar este bloqueio, é fundamental que abandonemos a mentalidade que vê no Estado o motor do desenvolvimento económico. O Estado não vê tudo, nem dá resposta a tudo. Enquanto esperamos pelo impulso do Estado, muito tempo passa, muitas oportunidades se perdem... e muitos elefantes brancos se constroem. A verdade é que o motor do desenvolvimento são e serão cada vez mais as empresas e todos aqueles que nelas trabalham.


Para vencer a crise em que se encontra, Portugal não pode dispensar a vontade e a criatividade dos portugueses. No entanto, o Governo parece apostado em entravar essa vontade de vencer, em coarctar o fluir da inovação com burocracias e regulamentos, em açambarcar a capacidade de investimento privado para projectos de duvidosa rentabilidade e benefício social.


É preciso reconhecer que muitos se adaptaram ao actual estado de coisas. Todos aqueles que ao longo dos anos aprenderam a dominar o labirinto burocrático e político instalado não querem abrir mão do que pensam ser uma vantagem competitiva. Mas essa vantagem, no fim de contas, é uma ilusão, e uma ilusão que custa caro ao País.


A emancipação da sociedade civil e o reconhecimento pleno do papel dos privados no desenvolvimento económico e social do país é portanto uma prioridade fundamental. Para a concretizar, precisamos de um acordo alargado na sociedade portuguesa sobre o que devemos esperar do Estado.


Candidato-me à liderança do PSD porque estou convicto que é urgente iniciar este caminho. A campanha que agora se inicia, a pouco mais de um ano de eleições, é uma oportunidade única para colocar o País a discutir o que quer para o seu futuro. Só o PSD pode encarnar em 2009 uma alternativa ao actual rumo de desesperança e resignação. Por isso desejo que esta campanha envolva não apenas os militantes, não apenas os simpatizantes, mas todos os portugueses. O futuro é agora. 
 

Pedro Passos Coelho

publicado por O futuro é agora às 16:45
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9 comentários:
De José a 28 de Abril de 2008 às 19:55
Meu caro:


Já comentei no blog Blasfémias que fiquei agradavelmente supreendido com a sua prestação televisiva.

Estou-me nas tintas para que lhe queiram colar o ar de "boneco" ou coisa que o valha, embora ache que isso será apenas um modo de o acantonar a uma imagem.

O que me interessa saber, porém são duas ou três coisas muito simples e concretas .

1. Como encara o problema do Ensino e como se propõe resolvê-lo. Em concreto, concorda com o discurso de Nuno Crato?

2. Como encara o problema da Justiça e está a par de alguma solução que o possa resolver, para além de mexer nas leis que temos. Aliás, concorda com o modo como se fizeram as últimas reformas penais?

3. Tem alguma ideia concreta sobre como resolver o problema da Administração Pública? Concorda com o Simplex?

A resposta concreta e precisa, com conhecimento de causa sobre essas três questões, para mim, bastaria para reconhecer um lider.

Espero que se não for noutro lado, consiga dar resposta neste blog, onde vim parar por força do Technorati.

José, do blog Grandelojadoqueijolimiano.blogspot.com
De José a 28 de Abril de 2008 às 20:02
Já agora fica uma outra que também já tinha comentado. noutro lado.

Se for eleito líder, como pensa poder escolher os colaboradores de um futuro governo sombra?

Por reconhecida competência nas respectivas áreas de governação ou por reconhecida competência na área do relacionamento pessoal e de grupo?

Quer dizer, está atento ao problema das elites portuguesas ou acha que para ministro da Defesa serve um qualquer que tenha um curso de Relações internacionais e contactos firmes no partido?

Poderia continuar, mas o elenco seria fastidiosos, porque o problema de base é sempre o mesmo:

Saberia V. escolher os melhores, independentemente de amizade de grupo ou facção?
De Tiago Azevedo Fernandes a 29 de Abril de 2008 às 02:58
Sugestão: indicar quem são os responsáveis pelo blog. Até agora, tanto quanto percebi e com excepção do texto de PPC, o resto é anónimo.

Comentei a candidatura de PPC, que apoio, aqui:
http://porto.taf.net/dp/node/3888

Mais tarde hei-de fazer mais comentários.
Saudações.
De Tiago Azevedo Fernandes a 29 de Abril de 2008 às 03:07
Textos que escrevi em 2003/2004 e que repito agora, mesmo a propósito:
- Barbaridades várias (http://taf.net/opiniao/2004/07/barbaridades-vrias.htm)
- Três pedidos... (http://taf.net/opiniao/2004/07/trs-pedidos.htm)
De Tiago Azevedo Fernandes a 29 de Abril de 2008 às 03:14
Já que estou numa de sugestões...
A Solução (http://porto.taf.net/dp/node/3604)

E sobre o peso e o papel do Estado, em diálogo com Miguel Cadilhe:
O sobrepeso do Estado (http://taf.net/opiniao/2005/12/o-sobrepeso-do-estado.htm)
A resposta de Miguel Cadilhe (http://taf.net/opiniao/2005/12/resposta-de-miguel-cadilhe.htm)
A resposta à resposta de Cadilhe (http://taf.net/opiniao/2006/01/resposta-resposta-de-cadilhe.htm)
De Vasco Campilho a 29 de Abril de 2008 às 10:18
Caro José,

este blog não é um blog do Pedro Passos Coelho mas sim um blog de apoio ao Pedro Passos Coelho. Não pretendemos falar por ele, mas com certeza nos iremos pronunciar, em nome próprio, sobre as questões que colocou e outras. E estou certo que o candidato também...

De António Carlos a 29 de Abril de 2008 às 10:18
Para além da questão do anonimato de quem posta neste blog (para além de PPC claro) colocada pelo Tiago Azevedo Fernandes penso que deveriam também colocar online o curriculo profissional e académico de PPC.
De Vasco Campilho a 29 de Abril de 2008 às 10:21
Caro Tiago,

obrigado pelas sugestões. Vou ler!

Quanto ao anonimato do blog: de facto é involuntário. Tenho que pôr a lista dos contribuidores na barra lateral :) Eu sou um deles, e tenho nome.

Abraço,

Vasco
De Anónimo a 29 de Abril de 2008 às 15:13
Companheiro, quero demonstrar o meu apreço pela sua candidatura à presidência do nosso Partido. Sou militante da secção da Golegã, Distrito de Santarém e tive o prazer de o conhecer à uns anos atràs, como nós " jovens " nos cruzamos na JSD, essa organização de jovens irreverentes que existiu, lembra-se com toda a certeza.
Quero lhe dizer que estou à disposição para o ajudar a vencer este " combate ", em tudo o que entender necessário.
Força, Companheiro, é tudo o que o nosso partido necessita e o que o nosso País merece.
Um abraço,
Helder Martinho.

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